domingo, 19 de setembro de 2010

PENTECOSTAIS: ARMINIANOS OU CALVINISTAS?

Escolhi abordar esse tema em vista da grande confusão existente na compreensão da doutrina da Salvação e sua relação com os sistemas calvinista e arminiano.

Originalmente os Pentecostais descendem do movimento de rua Azuza que, por sua vez, desenvolveu-se a partir do movimento Holiness (Movimento de Santidade) motivado e propagado pelo metodismo. Para entender esse movimento precisamos compreender primeiro o calvinismo.

O Calvinismo, nascido na reforma, é a adoção do sistema teológico (Platônico) defendido por Agostinho de Hipona aliado a uma forma de governo “teocrática” (Governo de Deus), sendo que prefiro o termo “eclesiocrática” (governo da Igreja).

O Movimento de Santidade nascido de dentro das igrejas reformadas (principalmente metodistas), procura enfatizar a necessidade de uma conversão individual, uma conversão pessoal e verdadeira. Isso só pode ser entendido se conhecermos a doutrina da salvação pós-reforma: Sola Fide e Sola Gratia.

Ambas as doutrinas – Sola Fide e Sola Gratia – foram escritas em oposição à Igreja Católica Romana que pregava as indulgências como forma de alcançar a salvação. Assim, para o catolicismo a pessoa só chega a Cristo por meio da Igreja; e na reforma protestante, a pessoa só se torna a igreja por meio de Cristo. Dessa forma as indulgências foram banidas e a salvação passou a estar unicamente em Deus, ocultas em Deus, nos seus decretos eternos. Somente Deus decide a salvação, nada, nem mesmo os “sinais de salvação” (que é a vida na Igreja) podem afirmar a salvação. Podemos concluir nesse super-breve resumo que a doutrina da salvação na fé reformada nasceu em oposição à fé católica, e foi desenvolvida numa prática nacionalista: A Alemanha é Luterana, Genebra é Calvinista, Inglaterra é Anglicana, etc...

Essa perspectiva sem participação humana fez com que a salvação fosse algo nacionalista, todos que nascem na Alemanha são luteranos, não precisam aceitar Jesus, pois já nascem em uma nação protestante. O mesmo aconteceu com as nações calvinistas.

Em oposição a essa perspectiva de salvação infrutífera e impessoal surgiu o movimento de Santidade procurando recuperar o vigor da Igreja Primitiva, retornar ao primeiro amor, encontrar o verdadeiro sentido da salvação. O principal advogado desse espírito de reavivamento foi Wesley. Sua principal mensagem foi a “segunda benção”, uma experiência de coração aquecido que despertava amor pelas almas. Wesley afirma que só se converteu verdadeiramente após seu aquecimento de coração. Essa mensagem produziu grande aversão no protestantismo da reforma, pois contrariava os “Sola’s” e pregava a necessidade de uma conversão genuína, duvidando da “conversão nacional”. Esse movimento de despertamento encontrou força no Arminianismo, uma vez que sua teologia (uma moderação do calvinismo) procurava levar as pessoas a participarem de sua salvação, a buscarem santidade e mudança de vida.

Diante desse breve histórico esboço uma pequena teologia sistemática para compreensão do problema e definição de uma linha teológica para o pentecostalismo.

PRINCIPAIS CRENÇAS PENTECOSTAIS:

a) Os pentecostais crêem que se uma criança morrer na idade da inocência não vai para o inferno.

b) Os pentecostais crêem em livre arbítrio – O Homem é responsável por seus atos.

c) Os pentecostais não crêem que Deus escolheu uns para o céu e outros para o inferno.

Mediante essas três afirmações esboçarei os erros teológicos comuns às teologias pentecostais contemporâneas e proporei um pequeno esboço de teologia que condiga coerentemente com nossa fé pentecostal.

ERROS TEOLÓGICOS COMUNS:

MISTURAR CALVINISMO COM ARMINIANISMO. O principal erro teológico na maioria dos teólogos pentecostais é entender que teologia é salada de fruta, podendo colocar e tirar o que quiser e quando quiser. A teologia SISTEMÁTICA indica que existe um sistema de idéias interligadas, ou seja, a doutrina de Deus está ligada com a doutrina do homem e com a doutrina de Cristo, Salvação, Espírito Santo e Escatologia, uma alteração na doutrina do homem, ou em qualquer outra, e todo o sistema estará comprometido. Veja o seguinte exemplo bem comum:

“[...] a Biblia não só revela o primeiro estado do homem, como relata a história da perda do seu primeiro estado de santidade, pela Queda, e também a possibilidade de sua restauração (Cl 3:10; Ef 4:24)”; “Portanto, já nascemos espiritualmente contaminados (Rm 5:12) [...] o homem tem dentro de si uma natureza pecaminosa [...]”; “Segundo a Bíblia, o pecador não sabe escolher o bem; ele sempre opta pelo mal [...] a causa é o pecado congênito em nossa natureza decaída”; “Deus não elege uns para a salvação, e outros, para a perdição. O homem é capaz de fazer a livre-escolha. E a graça de Deus não é irresistível, como muitos ensinam [...]”(GILBERTO A, et all, Teologia Sistemática Pentecostal, Rio de Janeiro:CPAD, 2008, pp.306,344,346,367).

“Adão e Eva foram criados “bons” (p.267) [...] o pecado de Adão afetou muito mais que a ele próprio [...] Esta questão é chamada pecado original [...] Por estar a natureza humana tão deteriorada pela Queda, pessoa alguma tem a capacidade de fazer o que é espiritualmente bom sem a ajuda graciosa de Deus.”; “Se o pecador optar por arrepender-se e crer, Deus é o único agente ativo. Se o pecador optar por não se arrepender ou não crer, a culpa é inteiramente deste” (HORTON S. M. Teologia Sistemática, Rio de Janeiro:CPAD, 2002, p. 267-269;p.367)

Ambos os autores (Assim como muitos outros teólogos pentecostais) produzem um erro teológico grotesco: Como uma pessoa que tem sua natureza caída pode chegar a crer sem a atuação de Deus? Como uma pessoa com a natureza caída pode possuir livre escolha? Como alguém com natureza deteriorada pela Queda pode escolher arrepender-se e crer? O sistema calvinista possui uma resposta que condiz com seu sistema: A Eleição Eterna e Incondicional de Deus, já os pentecostais querem que o homem possua uma natureza caída e sejam capazes de escolher crer ou não crer.

DESCONSIDERAR A CAUSALIDADE. Outro erro conseqüente do primeiro é ignorar a causalidade em um sistema. Todo sistema, para ser um sistema, deve ter princípios de causalidade (Causa e Efeito). Assim, a crença na doutrina da Queda produz os seguintes efeitos: A Queda pressupõe estado de Graça Original, que por sua vez pressupõe o Pecado Original, que pressupõe a total incapacidade humana; que pressupõe a Eleição e Salvação unicamente por Deus. Ou seja, crer na Queda é o mesmo que crer na eleição incondicional para o céu e para o inferno, e crer que as crianças serão condenadas, mesmo na inocência.

CONSTRUÇÃO DE UMA TEOLOGIA ARMINIANA MODERNA

O Arminianismo original também acreditava na Queda, o que gerava uma crise em seu prédio teológico (heresia), motivo por que foi condenado no sínodo de Dort. Assim, uma teologia pentecostal equilibrada com suas crenças salvíficas deve:

1) Acreditar na Criação perfeita, mas sem algo como a Graça Original. No máximo, podemos afirmar que a graça original era a presença de Deus que o homem perdeu.

2) A consequência será a eliminação da doutrina da Queda e do Pecado Original. (Termos que a propósito, nem aparecem na Bíblia). O Pecado não deturpou a natureza humana, mas afastou o homem de Deus. O homem tem a capacidade de decidir-se por Deus em Cristo desde que tenha sido alcançado pela ação (externa) da palavra, da Igreja e do Espírito Santo.

3) Essa doutrina possibilitará uma doutrina da Salvação mais equilibrada, onde o homem pode decidir seguir ou não a Cristo, mas sem Cristo, sua palavra e seu testemunho, o homem não tem como decidir-se pela salvação. Ele pode escolher, mas apenas em Cristo. O Homem não se salva, mas encontra a salvação.

4) A salvação não é uma regeneração natural de um pecado natural passado de pai para filho, mas a aproximação do homem a Deus mediante Jesus Cristo.

5) O Espírito Santo não é um agente interno para salvação (Sendo derramado nos corações para convencer os homens do pecado), mas um agente externo de testemunho da palavra de Deus por meio dos sinais e do poder e missão da Igreja. O Espírito fortalece o crente para testemunhar e alcançar os perdidos.

6) Eclesiologia: Ser igreja é viver o IDE

7) Escatologia: Aproximação e Identificação de toda humanidade com Deus por meio de Cristo.

Qualquer dúvida estou a disposição

Pf. Eduardo Sales de Lima

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A POLÍTICA DO TEMPLO DE SALOMÃO E A CRISE ÉTICA DA IGREJA ATUAL

Recentemente assisti uma reportagem na Record sobre a Construção de uma réplica exata do Templo de Salomão em São Paulo como sendo a possibilidade de um grande reavivamento da fé evangélica em todo o mundo. Paralelamente acompanho as crises marketerias entre Pastores e Políticos, em que o nome de Jesus e Satanás são usados para propagar campanhas políticas. E por fim os Mega-Eventos evangélicos, Shows de música Góspel, Congressos e mais Congressos em que o povo de Deus, cegamente confia sua salvação. Qual a ligação desses eventos? Será que representam sinais de uma grande crise ética na Igreja de Cristo?

Para começar essa reflexão vejamos o que é ética:

Numa de suas definições mais simplórias, a ética é a norma de certo e errado. Todavia essa definição não se aplica bem à ética, pois os conceitos de certo e errado são regulados pela moral, dessa forma a ÉTICA por sua vez é o estudo da atividade humana com relação a seu fim ultimo, que é a realização plena da humanidade .

Moral: conjunto de princípios, crenças, regras que orientam o comportamento das pessoas nas diversas sociedades. Ética: reflexão crítica sobre a moral e sua relação com o fim último da sociedade. (fim último= Objetivo Ideal).

Para entender o conceito de ética baseado no ideal proponho o seguinte quadro sobre a ética e sua relação com o Sagrado e o Profano:



O que esse quadro revela? Nada além do distanciamento ético da Igreja em relação a Jesus e ao cristianismo primitivo. Será que Jesus aprovaria uma Igreja que vive para o Templo? Que tem na prática dos rituais eclesiásticos e de purificação do mundo o centro de sua fé? Será que a Igreja atual (principalmente seus líderes) preocupados em preparar crentes para atender às necessidades da Igreja esqueceram de preparar os crentes para as necessidades de Cristo?

A infeliz realidade ética é que a Igreja atual não forma servos de Cristo, mas servos do Templo. A reconstrução do Templo de Salomão é a prova real de que a Igreja atual não sabe a que espírito pertence (Lc 9:54-55), pois o Templo de Salomão foi uma das instituições que mais oprimiu o povo hebreu. O Templo era usado como forma de opressão e arrecadação. Não era um local de culto e adoração, mas de manipulação e opressão religiosa.

A autoridade do rei provinha do Templo; a força do exército provinha do templo; os códigos legais provinham do templo; as grandes decisões dependiam do Templo; com toda essa representatividade não demorou para que a economia fosse dominada pelo templo. As alianças políticas e econômicas eram efetivadas no templo, Gn 31:53; tornou-se legislador da economia Nm 31:12; Dt 20:14; orientador da prosperidade Ml 3:10; da produção e agricultura Rt 1:6; Ez 8:14; restauração de relações comerciais Lv 6: 1-7; regulamentava o serviço bancário Dt 23: 19-20; 24:10-13; regulamentava os direitos do trabalhador Dt 24:14-15; regulamentava a contribuição social e sustento do templo pelo dízimo Dt 26: 12- 14; serviço cartorário de guarda das escrituras, casa do Tesouro Ml 3:10; Depósito do tesouro real 1Rs 7:51; 2Rs 16:8; 18:15; 2Mc 3; Segundo Josefo os mais abastados guardavam suas riquezas no templo devido à segurança que ofereciam, mesmo as viúvas e os órfãos guardavam sua poupança no templo 2Mc 3:10; Ne 12:44; 13:5ss; O templo de Jerusalém possuía 7 grandes cofres de coleta: 1) para o imposto da didracma; 2) para os sacrifícios diários; 3) para o excesso dos tributos anuais; 4) para as sobras dos sacrifícios diários; 5) fundo de administração da farinha, vinho e óleo; 6) fundo de construção do Templo; 7) para o Tesouro do Templo; è provável que também concedesse empréstimos à Juros, pois Josefo afirma que assim que os zelotas tomam a cidade em 66 d.C. imediatamente queimam os arquivos do templo para eliminar as provas de sua dívida. O Serviço de Imposto de Renda e Regulação da Economia estavam ligados direta ou indiretamente ao Templo. (SALES, E – Ideologia Política no Antigo Testamento, CETAD – 2009).

Uma leitura cuidadosa dos profetas permite situar o Templo a partir da perspectiva do povo. No profeta Oséias, os sacerdotes desejavam o pecado do povo, pois aumentaria a oferta (Os 4:8); no profeta Amós, o templo pertence ao Rei e não a Deus (Am 7:13); em Jeremias o Templo virou covil de ladrões (Jr 7:11) e para esse profeta, como para Isaias, Deus nunca pediu sacrifícios (Jr 7:22; Is 1: 11-15); e por fim o próprio Templo é questionado como casa do Senhor (Is 66:1-3). Essa perspectiva é renovada nos profetas do Exílio com a idéia de um novo templo (Is 6517; segundo o coração do Senhor Jr 31:31; Ez 11:19). Nos apocalipses apócrifos é comum a idéia de um novo Messias e um novo Templo. Essas noções são confirmadas por Jesus que desenvolveu seu ministério fora da opressão do Templo que separava o Sagrado do Profanos condenando os povos de outras nações como Profanos e Impuros. Diante dessa perspectiva Jesus profetizou a destruição do Templo e a reconstrução a partir de sua própria ressurreição (Mc 14:58; Mt 24:1-2).

Mas por que os crentes anseiam pelo Templo? Pelo mesmo motivo que despendem tanta energia e dinheiro com Mega Eventos, com Shows de música Gospel, Congressos e mais congressos, ou seja, por ter-se tornado numa comunidade Eclesiocêntrica (Igreja no Centro). Assim como no Antigo Testamento, as comunidades atuais tem trocado o Senhorio de Cristo pelo Senhorio do Templo. Toda a vida das comunidades que se dizem evangélicas está centraliza no Templo. Se acabarem os cultos e os ritos as comunidades evangélicas atuais morrem. Sua fé, sua liturgia e sua ética estão centralizadas no Templo de forma que, toda divergência do Templo é tida por herética, proscrita e profana, como no judaísmo antigo. Será que a ética de Jesus condiz ou contrapõe essa ética que qualifica o puro e o impuro a partir dos rituais e da legislação Religiosa?

Desde o princípio Jesus assumiu uma ética do Outro, diferente da ética assumida pelo Judaísmo antigo e pela Igreja Atual.

Segundo Brueggemann (1983), o ministério de Jesus foi uma crítica que, como nos profetas, se opõe às estruturas dominadora e busca a libertação do povo. Afirma que, com o perdão (Mc 2:1-11) Jesus liberta Deus das cadeias do Templo, pondo em risco toda sociedade que, naquela época, era organizada a partir do Templo, principalmente os mecanismos de coleta. Confrontou a opressão oculta no Sabath (Mc 3:1-6); e a presença de Jesus para comer com os pecadores (Mc 2:15-17) era uma forte ameaça ao sistema de sacrifícios e às tradições e rituais de purificação. Em sua oposição ao Templo (Mc 11:15-19; Jo 2:18-22) por citações extraídas do profeta Jeremias (Jr 7:11), colocou em risco a doutrina da predestinação baseada na eleição especial de Sião e do Templo. (SALES, E – Ideologia Política no Antigo Testamento, CETAD – 2009).

A ética de Jesus valoriza o Outro acima da Lei (Jo 8); o perdão que deveria ser comprado com sacrifícios no Templo foi substituído pelo perdão gratuito na fé em Jesus; as autoridades foram substituídas pela disposição de uma criança (Mt 18:1-3); Jesus libertou o culto das rixas étnicas e culturais (Jo 4); propôs o “Ide e fazei discípulos” como principal tarefa da Igreja (Mt 28:19); ensinou a superação da justiça legalista como critério para adentrar ao Reino de Deus (Mt 5:20); e o amor ao próximo como resumo da Lei e dos Profetas (Mt 7:12; Mt 22:40). Assim diante dessa ética de Jesus, por que as comunidades que se denominam evangélicas ainda assim continuam seguindo a ética do Templo?

A ética do Templo é uma ética política baseada na profanação do Sagrado pela sua relação com os poderes seculares (O Templo a serviço do Estado). Desde sua criação o Templo de Salomão foi um modelo religioso de manipulações políticas (1Rs 1). Durante a história dos reis de Israel e de Judá o templo serviu aos propósitos do Rei que constituía e depunha os sacerdotes de acordo com seu partido político-religioso. Quando Jerusalém foi governada por Reis Javistas, o sacerdote do templo era Javista, quando foi governada por Reis crentes em Baal, o sacerdote do templo era de Baal. O papel do templo era legitimar a realeza e suas formas de opressão (Am 7:13; Jr 7).

Atualmente muito da ética das comunidades chamadas evangélicas tem contribuído para a profanação do nome de Jesus, usando-o para promoção de campanha política: “Vote em mim porque sou um candidato de Jesus”; “Não vote em fulano porque não é um candidato de Jesus”. Esses argumentos são profundas falácias e manipulações do Sagrado com objetivos eleitoreiros. É uma vergonha que Homens e Mulheres de Deus façam tal profanação de seu nome. Assim, observe a falácia: Será que existe candidato de Jesus? Ou melhor, uma coisa é servir ao Reino de Cristo por meio da Política e outra coisa é usar o serviço ao Reino de Cristo como propaganda eleitoreira. Enfim, a maior prova das falácias são as muitas candidaturas que naufragam revelando que não eram tão de Deus assim, pois se fosse, teriam inevitavelmente ganhado. Como toda demagogia e falácia, falar é fácil!

É uma vergonha que líderes “cristãos” ainda não tenham aprendido de Cristo como tratar seus opositores, pois Cristo até a última hora partilhou seu pão com Judas, foi entregue à cruz e em todas os momentos venceu a violência da cruz pela não violência da fé (René Girard). Cristo não destruiu os diferentes e pecadores, ou os que lhe atacavam, nem ainda os traidores. Quanto mais lhe atacavam, mais misericórdia recebiam.

Por outro lado, numa atitude muito diferente de Cristo, muitos “homens e mulheres de Deus” se põe a demonizar o outro, destruir a integridade moral e social do próximo dizendo que com isso prestam um serviço a Cristo, essa atitude de destruição do outro é classificada na Bíblia como Satânica (Jo 10:10), assim como a utilização do Nome de Deus para fins pessoais (Mt 4:1-11), essa ética é classificada como satânica por ser Anti-Cristo.

Por fim essa ética torcida de comunidades que se chamam evangélicas, que valoriza o templo como instituição de centralização da vida religiosa e propõe a destruição do outro (seja quem for) pela demonização e manipulação do sagrado expressam seu verdadeiro interesse, que não é a propagação do reino de Cristo, mas de seu próprio reino. Ao usar o nome de Deus, pretendendo ser guias de cegos, legislam em causa própria, envergonham o evangelho de Cristo trocando-o pela antiga mensagem do senhorio de Deus executado pela ética do Templo que funciona sob a mão do carrasco opressor.

Que Deus Tenha misericórdia de Nós!

 




quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Ministério e a Teologia da Cruz de Cristo

     Quais são as principais bases e fontes ministeriais da atualidade?Quais os principais caminhos percorridos pelos que aspiram ao ministério? Quais os modelos que norteiam aqueles que ministram? Quais os valores que norteiam o seu ministério?
     Se fossemos perguntar, todos diriam: “A Bíblia dirige nosso ministério”. Quantos ministros você conhece que balizaram seu ministério no ministério de Isaias, de Jeremias, de Moisés, Elias, Jesus, Paulo, e outros? A palavra de Deus foi trocada por ministérios de sucesso como o de Rick Warren que tem servido de modelo e inspiração em quase todas as denominações evangélicas do mundo que, acabam por seguir cegamente seu livro: “Uma Igreja com Propósitos” abandonando os princípios da fé e abraçando princípios de marketing. Essas novas ênfases como a igreja em células do Pr Paul Young Choo, a igreja de Willow Creek Community Church (perto de Chicago), pastoreada por Bill Hybels, e Saddleback Valley Church (ao sul de Los Angeles) pastoreada por Rick Warren; as redes de ministérios, o ministério digital e outros, foram a base de novas disciplinas no estudo da eclesiologia - Crescimento de Igrejas, administração, psicologia e sociologia eclesiástica, liderança avançada, e estudos econômicos voltados para o crescimento da Igreja, etc... Dentre as mais recentes inovações visando estratégias de crescimento estão as Mega-Igrejas nos EUA, com salas de boliche, quadras de basquete, salões de ginástica e sauna, espaços para guardar equipamentos, auditórios para concertos e produções teatrais, franquias do McDonalds, tudo para o progresso do Evangelho. Será que o ministério se rendeu aos encantos do mundo? Será que ao tentar dar um nova roupagem para o evangelho não descaracterizou-se a mensagem? A vestimenta tornou-se mais importante que a pessoa? Será que diante das inovações eclesiológicas e ministeriais existe outra opção? Sim. A teologia da Cruz.
     A teologia da Cruz nasce da pena de Lutero. Sua intenção era confrontar a “Teologia da Glória”. A teologia da glória é a teologia cognitiva, que busca conhecer pelas suas obras invisíveis e se esquece da revelação e da manifestação visível de Deus: A cruz. “O teólogo da glória vê Deus em toda parte” (LOEWENICH 1988:17) Essa é a atual base dos ministérios: Deus pode estar em toda parte e se manifestar de qualquer modo, atuando de qualquer maneira. Mas isso não é verdade bíblica. Embora Deus possua o poder de se manifestar de qualquer modo, local ou maneira, etc... Ele não o quer. Existe uma forma de ministério que atende a vontade de Deus. Existem muitas possibilidades de revelação, mas Deus escolheu apenas uma. Não temos autorização para abandonar a revelação de Deus e escolher outras revelações, ainda que Bíblicas. Existe uma forma pela qual Deus quer ser conhecido, e essa forma é a Cruz. A cruz é o real centro do ministério. Todas as outras ênfases são ilusórias, superficiais e de certa forma, anti-cristãs. A Teologia da glória afasta o homem de Deus, deturpa seu ministério e destrói a igreja. Faz com que os anseios da igreja, sua vida e ministério percam o rumo da cruz. A cruz está sendo substituída em todas as igrejas. Outros centros de revelação estão tomando seu lugar.
     A Cruz é a maior prova que não há ministério nem conhecimento humanos sobre Deus. O que a Cruz nos apresenta? Vergonha, Privação, Morte, Sofrimento, Fraqueza, a Cruz não apresenta nada de divino. Ninguém procura Deus nesses lugares. Assim, Deus escolheu o lugar onde ninguém o procura para se revelar. Não adianta conhecer o Deus de Poder e Glória se o ministério não acontecer na baixeza e no opróbrio da Cruz. A Cruz é o centro da Revelação, do Evangelho e por conseguinte, da Igreja.
     O Ministério Sob a Cruz. Viver cristão é um viver sob a cruz e toda teologia é teologia sob a cruz. A teologia da Glória vive a contemplação e a vida sob a cruz lança o ministro no campo da desição e fé. Dessa forma a Cruz de Cristo e a Cruz do Cristão formam uma unidade “cada um tome sua cruz e siga-me”. Ser crucificado com Cristo é o objetivo maior do ministério e da Igreja. Todavia o real sentido da cruz foi trocado por outro mais “suave”. Nosso objetivo único como ministros é proclamar a vontade de Deus e essa vontade se realiza exclusivamente na Cruz.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Estudo para Casais

Estamos realizando estudos para Casais na Igreja Assembléia de Deus na Zonas 2, segue Slides do Estudo realizado em Fevereiro e Março.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Lições Bíblicas / Aula 1: O Ministério Profético no Antigo Testamento

Nesse trimestre estudaremos sobre o Profetismo de Isarael, estarei colocando suplementos de Teologia do Antigo Testamento para auxílio aos professores. Boa aula e que Deus nos abençoe!(Ir para Lição 3 e 4)

domingo, 31 de janeiro de 2010

Se nada for Profano, Nada será Sagrado

          Atualmente o mundo vive um esvaziamento do Sagrado. Para entender, basta olhar para outros tempos e verificar posturas diferenciadas sobre o Sagrado e ao olhar a atualidade, perceber que os valores sagrados desapareceram da sociedade, dos lares, dos locais de trabalho e até mesmo da Igreja. Nos slides abaixo apresento um estudo sobre o Sagrado. Se você tiver um tempinho para Deus, aparece em um de nossos estudos. (Terças-Feiras às 20:00hs, Assembléia de Deus da Zona 2 em Maringá/PR, - atrás do Prever).