Um espaço aberto a reflexão teológica e a exposição da palavra de Deus enquanto voz profética, crítica, orientadora e construtora da realidade.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Lições Bíblicas / Aula 1: O Ministério Profético no Antigo Testamento
Nesse trimestre estudaremos sobre o Profetismo de Isarael, estarei colocando suplementos de Teologia do Antigo Testamento para auxílio aos professores. Boa aula e que Deus nos abençoe!(Ir para Lição 3 e 4)
domingo, 31 de janeiro de 2010
Se nada for Profano, Nada será Sagrado
Atualmente o mundo vive um esvaziamento do Sagrado. Para entender, basta olhar para outros tempos e verificar posturas diferenciadas sobre o Sagrado e ao olhar a atualidade, perceber que os valores sagrados desapareceram da sociedade, dos lares, dos locais de trabalho e até mesmo da Igreja. Nos slides abaixo apresento um estudo sobre o Sagrado. Se você tiver um tempinho para Deus, aparece em um de nossos estudos. (Terças-Feiras às 20:00hs, Assembléia de Deus da Zona 2 em Maringá/PR, - atrás do Prever).
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Seminário Teológico: Como Escolher um?
Graças a Deus que muitos homens e mulheres de Deus tem sentido um chamado para a obra. Com esse chamado a procura por cursos de teologia tem aumentado por todo território brasileiro. A cada dia a oferta por cursos de teologia aumenta, com esse desenvolvimento a qualidade passa a ser algo relevante, por isso preparei esse esboço com algumas considerações relevantes sobre os cursos de teologia atuais.
1) História. O primeiro ponto a ser visto em um seminário é sua história. Desde quando me formei (10 anos atrás) a principal marca de um seminário era seu histórico. Este é o principal divisor de águas. Os seminários mais antigos tendem a ser mais sólidos, mais estabilizados e em contrapartida mais tradicionais e "frios".
2) Testemunho. Esse aspecto eu considero o mais relevante, entretando é o menos procurado. Antes de procurar um seminário procure por testemunhos de alunos que já estudaram nesse seminário. Por exemplo: Se você descobrir que alguns irmãos que foram para determinado seminário acabaram por desviar-se e essa notícia for algo frequente, é melhor não ir nem conhecer.
3) Linha teológica. Outro aspecto muito relevante. Se você é pentecostal, batizado com o Espírito Santo, e verdadeiramente vive a fé com inteireza como vai para um seminário que partilha de idéias (fundamentalistas - Extrema direita) ou (Liberais - Extrema esquerda)? No Brasil, aproximadamente 90% dos seminários é Calvinista (seguem a doutrina da eleição e condenação eternas), e mesmo quando o seminário se professa não defensor uma linha, é preciso conhecer os professores, pois muitos seminários que dizem não seguir o calvinismo possuem a maioria do seu corpo docente com formação e postura calvinista. Assim, se você é pentecostal, ou tradicional e não é adepto do calvinismo, procure um seminário que se aproxime de sua crença e sua fé. Os seminários tradicionais tendem a ridicularizar as posições pentecostais, principalmente entre os colegas de classe e vice-versa.
Somente se você tiver interesse em conhecer outra linha de fé é que deve procurar um seminário de linha teológica diferente. As diferenças edificam, mas quando são mal usadas podem destruir.
Outro fator importante é a visão principal do seminário. Alguns são direcionados à formação de missionários, outros à linha pastoral e outros à linha bíblico teológica. Assim, é altamente recomendável que você procure um seminário que atenda à seus interesses ministeriais.
Somente se você tiver interesse em conhecer outra linha de fé é que deve procurar um seminário de linha teológica diferente. As diferenças edificam, mas quando são mal usadas podem destruir.
Outro fator importante é a visão principal do seminário. Alguns são direcionados à formação de missionários, outros à linha pastoral e outros à linha bíblico teológica. Assim, é altamente recomendável que você procure um seminário que atenda à seus interesses ministeriais.
4) Reconhecimento. Em primeiro lugar, se você está procurando um seminário para ter reconhecimento do MEC, você está no caminho errado. Seminário é uma instituição que trabalha para preparar homens e mulheres para o serviço de Deus, não para o mercado de trabalho. Entretanto alguns seminários, principalmente os tradicionais, estão tendendo para a profisionalização do pastorado e das funções do culto, como já acontece no exterior, onde Pastor e Diácono são profissões procuradas nos classificado de Domingo. Em segundo Lugar, se você realmente quer o MEC, é preciso reconhecer que a teologia do MEC não é determinada pelo MEC, entretanto os examinadores e os modelos para medição e valor (Sistema de Notas para determinar o valor) são totalmente seculares, não existe nenhum valor espiritual no sistema de avaliação do MEC, e seus examinadores, em grande maioria são católicos, luteranos e presbiterianos tradicionais. Assim, há uma tendência muito forte de seculzarização e tradicionalização da teologia por traz da validação do MEC.
Conheço algumas Faculdades que lecionam Teologia como se fosse um curso secular, retiraram toda espiritualidade. A teologia foi transformada em ciência (iluminismo teológico), tem professores que nem crentes são, outros que são desviados, etc... Como uma pessoa que tem a vida dissoluta pode ensinar bíblia para pastores e futuros pastores? Não se divorcia fé e vida, pois fé sem obras é morta.
Conclusão: Assim, como já dizia Aristóteles, procure sempre a regra do meio: o Equilíbrio! Nem muito novo que ninguém conheça, nem muito antigo cujo conteúdo seja arcaico; nem muito tradicional que não possa pensar, nem muito liberal em que o pensamento nega Jesus Cristo; Nem muito calvinista que negue a liberdade do homem, nem muito pelagiano que negue a salvação por Cristo; Nem muito secular em que o testemunho seja apenas de tribulação, discordia e crentes desviados e nem muito espiritual em que se ore mais em linguas do que se estude a Bíblia; Nem muito certinho sobre o comando do MEC (instituição governamental) e nem muito diferente que não aceite nenhuma regra de controle social; Nem muito rico em qualidade e conteúdo que o aluno não tenha vontade de estudar, e nem muito fraco de conteúdo em que o aluno estuda e nunca aprende. Acima de tudo, prove! se você não gostar, ou entender que não está te ajudando, saia e procure outro, pois o objetivo maior não é ter um diploma, ou agradar a sociedade e a igreja, mas atender à vontade de Deus, a quem nós sempre devemos agradar.
Eduardo Sales de Lima (É mestre em Teologia, professor e coordenador do CETAD - Centro de Estudos Teológicos das Assembléias de Deus em Maringa/PR)
O Cetad Maringá está com matrículas abertas para Teologia 2010. Não perca essa oportunidade de crescer na fé e no conhecimento de Deus.
Pecado e Corrupção: Uma análise a partir da Cristologia
O que é o Pecado? qual a relevância do tema? será que ainda deve ser estudado? A doutrina do pecado é uma das mais relevantes para a fé cristã, entretanto, foi distorcido na história da Igreja. Nos slides abaixo apresento a série de estudos sobre Pecado e Corrupção numa visão a partir da Cristologia. Os estudos forma ministrados na Igreja Assembléia de Deus na Zona 2 em Maringá/PR.
Pecado E CorrupçãO
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009
VERDADES OCULTAS E MENTIRAS REVELADAS
As Configurações da Fé ante as Novas Estruturas Sociais
Eduardo Sales de Lima
A Verdade e a Mentira são valores que a cada dia se reconfiguram em formas diferentes. Atuam como forças conduzindo as pessoas pelos seus caminhos. Os caminhos da verdade são os caminhos que apontam quem realmente somos, enquanto os caminhos da mentira falsificam nossa identidade afirmando sobre nós o que não somos. Dessa forma existem mentiras que parecem verdades e verdades que parecem mentiras.
A vida que você vive é a Verdade ou a Mentira? A Verdade está baseada no que nós somos, já a mentira está baseada no que nós queremos. O que nós somos é a realidade e o que nós queremos é a hiper-realidade. Por exemplo: enquanto a verdade diz que nós somos Criaturas a mentira diz que somos Criadores; enquanto a verdade diz que somos pequenos e limitados, a mentira diz que somos grandes e eternos; enquanto a verdade diz que devemos cuidar do mundo que nos foi confiado, a mentira diz que devemos aproveitar descontroladamente o máximo de tudo; enquanto a verdade diz que existe algo maior que governa nosso mundo; a mentira diz que nós governamos; e assim a verdade e a mentira estão lutando continuamente.
A partir dessa realidade vamos examinar o texto de Mt 4:18-20 onde a questão da verdade e da mentira estão em combate diante de nosso Senhor Jesus Cristo que nos revela três lições sobre a verdadeira vida.
A primeira lição que nosso Senhor revela é que a verdadeira vida está configurada socialmente. “Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores” Mt 4:18. As forças da verdade dizem que as pessoas que Jesus procura são pessoas simples, cuja vida está configurada socialmente, são pescadores, padeiros, frentistas, professores, cobradores e todos que desejarem; entretanto as forças da mentira estão o tempo todo dizendo que não, que Jesus busca adoradores, sacerdotes e profetas, pessoas preparadas. Mas não é bem assim, a atitude de Jesus é muito relevante – Ele não foi buscar discípulos no Templo ou na Sinagoga – Se existia um lugar com homens e mulheres de Deus era o Templo e a Sinagoga, mas Jesus vai ao mar da Galiléia e chama pessoas simples para serem seus discípulos.
Quais forças estão dirigindo sua vida? As forças da verdade dizem que você pode ser o discípulo de Cristo, independente de sua profissão, de seu zelo religioso ou de sua cultura, Jesus prefere os simples. Mas fique atento, pois as forças da mentira rondam a Igreja do Senhor e procuram afastar os simples de sua obra. As forças da mentira buscam os “melhores”; os “mais bonitos”; os que “falam com eloquência”; mesmo na Bíblia vemos que o sacerdote Samuel foi enganado pelas forças da mentira quando procurou o mais forte, ou o mais bonito e no entanto Deus lhe revelou Davi, o mais simples. “1Coríntios 1:27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes”
A segunda Lição que Nosso Senhor revela é que a verdadeira vida é reconfigurada por Cristo. “E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” Mt 4:19. O chamado de Jesus aponta para algo maior, para uma reconfiguração da vida. As forças da verdade são inspiradas pelo verdadeiro evangelho de Cristo que aponta para a transformação de Vida, para reconfiguração da vida. Em oposição estão as forças da mentira criando um evangelho que não precisa de transformação, que não exige mudança de vida, superficial. As forças da mentira suavizam o chamado de Cristo, dizem que o chamado é para aceitá-lo e adorá-lo, as forças da mentira encontraram no “culto” um poderoso aliado, pois reduzem toda a vida cristã à momentos de “culto”. Esse é o principal conflito de nossas vidas: Deixar que Cristo reconfigure nossa direção, nos tornar mais que pescadores, “pescadores de homens”. O Chamado da verdade aponta para algo maior, para o reino messiânico de Cristo, para a verdadeira esperança da vida, para a verdadeira vida. Entretanto o chamado da mentira aponta para si mesmo, para um reino construído por esforços humanos, que glorifica apenas a si mesmo falsificando a verdade em mentira, testemunhando de poderes passageiros (curas, bênçãos, milagres) e ignorando poderes eternos (salvação, vida com Cristo, Nova vida).
O Chamado de Jesus não é para uma solução passageira, mas para reconfiguração da vida. Qual o significado da sua vida? Se você pudesse resumir sua vida em uma palavra, qual seria? Jesus não veio formar Sacerdotes, Levitas, Fariseus, ou qualquer outro alienígena, antes desafiou os discípulos à reconfiguração de sua vida; desafiou os discípulos à reencontrarem o sagrado em suas vidas; desafiou os discípulos a olharem para os lados e se importarem com o próximo. Essa é a verdadeira vida: A reconfiguração dos caminhos em Cristo, pois somos Nova Criação.
Não deixe que os poderes da mentira seduzam você com suas bênçãos e prêmios passageiros. Não deixe que a mentira roube o sagrado de seu coração com valores superficiais de Deus. Não permita que a mentira usurpe o seu desejo de mudar de vida, de transformar-se numa pessoa segundo a vontade de Deus, afirmando que não é necessário mudar. Não permita que a mentira se instaure na sua vida com valores e caminhos que não são os de Cristo, produzindo vidas medíocres, que apenas vão há igreja aos domingos e participam dos rituais, não participando da verdadeira vida de Cristo.
Antes deixe que sua vida seja Cristo “Filipenses 2:21 Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. Gálatas 2:20 logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.
A terceira lição revelada por Jesus nesse texto é que a verdadeira vida está em Cristo. “Mt 4:20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram”. A necessidade de modo geral nos leva para a Igreja, somos abençoados, gostamos do ambiente e ficamos. Essa não é a mesma atitude dos pescadores. O que levou-os a uma mudança de vida? A uma reconfiguração de sua existência? Foi o reconhecimento de Deus. Muitas pessoas “na Igreja” não mudaram de vida, ou seja, não tiveram sua existência reconfigurada, por não reconhecerem o chamado de Deus, e assim, continuam com suas velhas redes de pesca. As forças da mentira imperam por meio das vidas superficiais; dos crentes sem compromisso com Cristo; pelas relações de troca e barganha com Deus. A mensagem de uma nova vida em Cristo desapareceu dos púlpitos, foi trocada pelas mentiras de que a nova vida em Cristo é uma vida próspera. Não há mais encontro com Cristo, os crentes não querem encontrar Cristo, pois exige mudança de Vida. As forças da mentira levam os crentes a desejar encontros apenas com as bênçãos de Cristo. “Queremos a salvação, mas não queremos a Cruz”. Não há reconhecimento de Deus em Cristo. Dizer que Cristo é o Senhor e não viver a fé Cristã, escondendo-se atrás dos compromissos seculares, das fraquezas da Igreja e dos problemas de nossa sociedade é o mesmo que viver sem Cristo.
Conversão é encontro real com Cristo e principalmente reconhecimento de Deus na construção de nossa existência. No reconhecimento de Deus nosso pecado vem à tona. Quando o profeta Isaias esteve diante de Deus exclamou: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros [...]” Is 6:5; Paulo diante de Cristo cai prostrado e cego; e nós como nos comportamos diante de Cristo? As forças da mentira fazem com que diante de Cristo não reconheçamos a presença de Deus, enquanto que as forças da Verdade transformam nossas vidas diante de nosso Senhor “1Coríntios 3:18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.
Encontrar Cristo é perder-se, “Estou perdido!” disse Isaias; é perceber quem realmente somos, encontrar a verdadeira vida e descobrir qual é a falsa, qual é a vida de mentira. O apostolo Paulo escreve essa verdade aos Colossenses 3:2-4 “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória”. A verdadeira vida não essa que agora vivemos, essa é a vida da mentira. Nossa vida verdadeira está oculta em Cristo. A vida da mentira depende das coisas naturais, é passageira, superficial e frágil, enquanto que a vida verdadeira é poderosa, atemporal e incorruptível em Cristo. A vida da mentira passará, mas a vida verdadeira será manifestada quando Nosso Senhor se manifestar em glória e a glória de Nosso Senhor será a nossa glória.
Por isso os discípulos deixaram imediatamente suas redes e o seguiram, porque reconheceram suas verdadeiras vidas ocultas em Cristo. Os discípulos entenderam que a vida que viviam era a vida da mentira, a ilusão da falsidade que não poderia dar nada além das sensações presentes. Nossa verdadeira vida está oculta em Cristo.
“Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram”.
Diante do exposto é preciso entender que existe uma batalha sendo travada entre as forças da verdade e da mentira tentando dizer quem você é ‘um simples pescador” uma pessoa que vive apenas para si própria, para atender os caprichos de uma vida superficial e frágil ou “um pescador de homens” uma pessoa que entendeu que sua vida está para além dessa realidade, que sua vida verdadeira está oculta em Cristo e se manifesta nessas três lições:
1) A vida verdadeira está configurada socialmente. Jesus busca pessoas simples para lhe servir, enquanto que a mentira tenta nos seduzir ao descaso e ao abandono pois afirma que Jesus busca apenas os especiais.
2) A vida verdadeira deve ser reconfigurada por Cristo. O verdadeiro sentido da vida está no reconhecimento de Cristo diante de nossa vida. Enquanto que a mentira tenta afastar o crente do reconhecimento de Cristo em suas vidas, produzindo vidas superficiais e fracas, falsificando o evangelho e configurando relacionamentos irresponsáveis (que não podem responder por si) diante de Deus.
3) A vida verdadeira está em Cristo. Essa vida que vivemos não é nossa verdadeira vida, não passa de uma ilusão. Nossa verdadeira vida está oculta em Cristo. Essa é a vida que devemos viver. Enquanto que as forças da mentira criam novas formas de vida vinculadas à ilusão, tornando-a realidade.
As forças da mentira fazem com que os crentes vivam a verdade de Cristo de tal maneira que se torna em mentira e a falsa vida de mentira de tal forma que se torna em verdade.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
JESUS AMA OS FEIOS
Escolhi começar desse tema para abordar uma questão fundamental para a Vida Cristã, a estética. A estética é campo filosófico muito próximo da ética. A partir da estética são revelados nossos conceitos de belo e feio, e por conseguinte de mal e mau e bem e bom. Qual a relação do ministério com estes conceitos?
No afã pelo Belo descobrimos a oposição ao feio. Ser bonito implica em que os diferentes são feios. Essa é uma das maiores armadilhas do ministério: querer ser bonito. Quando tentamos ser bonitos, buscamos os conceitos do belo em nossas vidas entendendo que assim teremos um “belo” ministério, acabamos por destruir nosso ministério, pois colocamos todos os diferentes sob o julgo do feio.
“Isa 53:2 Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos”.
Quando olhamos para Jesus nos perguntamos: Por que nosso salvador escolheu ser feio? Por que nosso salvador escolheu nascer numa manjedoura? Lc 2:16 Viver no interior e não na capital? Mt 3:13 Estar entre pobres Mt 11:5 os pecadores Mt 9:10 e não entre os santos? Falar nos montes, nas casas e nas ruas e não nos púlpitos e nos grandes templos? A resposta está na relação de Jesus com o Feio. Ele não foi o Belo que destroi o feio, mas o feio que se identifica com o feio. Como estariam os pecadores se Jesus não tivesse se misturado com a parria? Como estariam os pobres se Jesus tivesse nascido em berço de ouro? Como estariam os leprosos se Jesus se afastasse deles? A verdade é que não existe ministro do belo. O verdadeiro ministério é o do feio. Quando o ministro busca o belo em sua vida destrói a vida dos que lhe são próximos, e fica impedido de ministrar. Mas no feio, por outro lado, existem amplo espaço ministério.
A verdade que aprendi é que ao buscar o belo destruo os relacionamentos ao meu redor, e por outro lado, sempre que me coloco no feio, o ministério se desenvolve. Sempre que demonstro meu grande conhecimento torno-me um desconhecido e sempre que oculto meu conhecimento as pessoas se abrem para me conhecer. Esse é o ministério de Jesus, a ocultação do Deus Belo que condena o feio na revelaçao do Deus Feio que se identifica e absolve a todos. O Belo é horrível pois ofende o feio. Assim como Jesus devemos abandonar nossos conceitos de Belo Fp 2:5-11; entendendo como Ele que o oposto do “Belo ministério" é o "ministério do servo", do escravo que é fiel até a morte.
Como exercer o ministério no feio? Simples, ocultando nosso Belo em Cristo. Para que meu ministério seja Belo é preciso que eu seja feio em e como Cristo. É no horror da Cruz que a beleza da Salvação é revelada. Esse é o segredo dos grandes e abençoados ministérios que acontecem na vida de pessoas simples e humildes.
Nosso "Belo Conhecimento" deve ser sacrificado pelos que não tem conhecimento, nossa "Bela Capacidade" deve ser sacrificada pelos que não tem capacidade, nosso "Belo modo de falar", pelos que não sabem falar; nosso "Belo modo de vestir", pelos que não tem como se vestir; nosso "Belo modo de sentir", pelos que não podem sentir; nosso "Belo modo de comer", pelos que não podem comer; nosso "Belo modo de cantar", pelos que não sabem cantar; nosso "Belo modo de congregar", pelos que não podem congregar; nosso "Belo modo de conhecer a Deus", pelos que não o conhecem. Esse foi o Belo ministério de Cristo: tornar-se feio por nós para que fossemos Belos e esse é o nosso ministério, sermos feios como Jesus para outros também tenham a oportunidade de ser Belos.
Isa 53:5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
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